O meu passado em vendas, desde a tenra idade dos oito anos, faz com que o meu radar de treta esteja em permanente estado de alerta. Como comercial, fazia questão de conversar, entender as necessidades do cliente, perceber até que ponto o meu produto estaria dentro dos limites do necessário versus custo, e se por acaso o meu produto não se adequasse de todo ao que o cliente precisasse, passaria a recomendar um da concorrência. Sem problema algum. Eu tinha de estar alerta e atual com o meu produto/empresa e com a concorrência direta e indireta, pelo que estava capaz de vender o meu e o de mais alguém.
Perguntam: mas então não recebidas para vender o produto da tua empresa/patrão? Sim. Óbvio. Mas um cliente satisfeito é um cliente que volta e se um dia o meu patrão acordasse com os azeites e me mandasse ver se chovia na esquina, eu só tinha de ir dar a volta e entrar noutra empresa.
Ai, e tal, não há amor à camisola?!? Não. Não me pagavam para achar que a empresa era minha e se a empresa falhava com o cliente, eu não tinha de ir ao fundo com ela. Por norma, a má gestão de stock e de material é que criava os problemas, eu estava ali para arranjar soluções ao cliente.
Assim, eu passei a vida a personificar o mote "o cliente em primeiro lugar". Conseguia sair de um lado para outro e as pessoas iam atrás. De vender máquinas de lavar a computadores, passei pela higiene pessoal, iluminação de interiores, a produtos de limpeza, não importava o que vendia, assim que a malta sabia que já não estava ali, vinham ao jogo local ter dois dedos de conversa e, quase sempre, levavam algo para "ajudar a fazer número". Bons tempos. Mas fartei-me. Cheguei a uma altura em que a única coisa que fazia era acalmar clientes que tinham sido enganados, ou levados a comprar algo que não era o indicado para o que precisavam... Os patrões sabiam que eu tinha boas relações com a pessoas, que conseguia conectar bem com elas e portanto, atiravam-me para a fogueira com o banal "tu falas bem, resolve lá isso, se faz favor, é só desta vez..." Mas, essa vez repetiu-se demasiadas vezes e desisti para bem da minha saúde mental.
Hoje em dia, o que mais encontro por aí são destes mafarricos. Fico com pele de galinha mal se aproximam e assim que abrem a boca já lhes fiz a ficha toda.
Por isso, como não os conseguimos evitar, usem os fóruns de consumidor. Existem diversos para todo o tipo de situações. Malta que escolheu mal, ou bem, malta que faz a manutenção das coisas, ou que aprendeu a fazer, são malta que partilham o conhecimento que adquiriram por experiência. Leiam os fóruns e depois façam a vossa escolha.
(Nota de rodapé: a MOB - se se trata da MOB cozinhas , claro! - tem bons materiais, mas péssimo/fraco serviço ao cliente e os preços não justificam o serviço... Depois de dois orçamentos lá, fomos ao IKEA... Ficou a um terço do preço, e o trabalho foi todo nosso, nos intervalos do trabalho, sem pressas e sem stress de maior. Sem fazer crédito, comprou-se tudo às secções e pedimos entrega ao domicílio, que acabou por ficar mais barato que a da MOB que era aqui na cidade ao lado.)
Façam as contas, e paleio de vendedor, hoje em dia é para encher chouriços, a maioria decorou três linhas do manual de vendas e repete-as a toda a hora. Vão aos fóruns.
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u/OTSeven4ever 12d ago
O meu passado em vendas, desde a tenra idade dos oito anos, faz com que o meu radar de treta esteja em permanente estado de alerta. Como comercial, fazia questão de conversar, entender as necessidades do cliente, perceber até que ponto o meu produto estaria dentro dos limites do necessário versus custo, e se por acaso o meu produto não se adequasse de todo ao que o cliente precisasse, passaria a recomendar um da concorrência. Sem problema algum. Eu tinha de estar alerta e atual com o meu produto/empresa e com a concorrência direta e indireta, pelo que estava capaz de vender o meu e o de mais alguém.
Perguntam: mas então não recebidas para vender o produto da tua empresa/patrão? Sim. Óbvio. Mas um cliente satisfeito é um cliente que volta e se um dia o meu patrão acordasse com os azeites e me mandasse ver se chovia na esquina, eu só tinha de ir dar a volta e entrar noutra empresa.
Ai, e tal, não há amor à camisola?!? Não. Não me pagavam para achar que a empresa era minha e se a empresa falhava com o cliente, eu não tinha de ir ao fundo com ela. Por norma, a má gestão de stock e de material é que criava os problemas, eu estava ali para arranjar soluções ao cliente.
Assim, eu passei a vida a personificar o mote "o cliente em primeiro lugar". Conseguia sair de um lado para outro e as pessoas iam atrás. De vender máquinas de lavar a computadores, passei pela higiene pessoal, iluminação de interiores, a produtos de limpeza, não importava o que vendia, assim que a malta sabia que já não estava ali, vinham ao jogo local ter dois dedos de conversa e, quase sempre, levavam algo para "ajudar a fazer número". Bons tempos. Mas fartei-me. Cheguei a uma altura em que a única coisa que fazia era acalmar clientes que tinham sido enganados, ou levados a comprar algo que não era o indicado para o que precisavam... Os patrões sabiam que eu tinha boas relações com a pessoas, que conseguia conectar bem com elas e portanto, atiravam-me para a fogueira com o banal "tu falas bem, resolve lá isso, se faz favor, é só desta vez..." Mas, essa vez repetiu-se demasiadas vezes e desisti para bem da minha saúde mental.
Hoje em dia, o que mais encontro por aí são destes mafarricos. Fico com pele de galinha mal se aproximam e assim que abrem a boca já lhes fiz a ficha toda.
Por isso, como não os conseguimos evitar, usem os fóruns de consumidor. Existem diversos para todo o tipo de situações. Malta que escolheu mal, ou bem, malta que faz a manutenção das coisas, ou que aprendeu a fazer, são malta que partilham o conhecimento que adquiriram por experiência. Leiam os fóruns e depois façam a vossa escolha.
(Nota de rodapé: a MOB - se se trata da MOB cozinhas , claro! - tem bons materiais, mas péssimo/fraco serviço ao cliente e os preços não justificam o serviço... Depois de dois orçamentos lá, fomos ao IKEA... Ficou a um terço do preço, e o trabalho foi todo nosso, nos intervalos do trabalho, sem pressas e sem stress de maior. Sem fazer crédito, comprou-se tudo às secções e pedimos entrega ao domicílio, que acabou por ficar mais barato que a da MOB que era aqui na cidade ao lado.)
Façam as contas, e paleio de vendedor, hoje em dia é para encher chouriços, a maioria decorou três linhas do manual de vendas e repete-as a toda a hora. Vão aos fóruns.